Resposta rápida
ISTs são infecções que passam pelo contato sexual, incluindo sexo vaginal, anal e oral.1 No homem, os sinais mais comuns são corrimento pela uretra, ardência ao urinar, feridas e verrugas nos genitais.1 Muitas infecções não dão sintomas, e por isso os testes têm papel importante.1 O tratamento depende da causa, e a parceria entra na conduta.1
Sinais que pedem avaliação
O protocolo brasileiro organiza as ISTs pelos sinais que elas dão.1 Cada grupo tem causas diferentes, e o tratamento muda com a causa.
- Corrimento pela uretra. Em geral é uretrite, com gonorreia e clamídia à frente.1
- Bolhas ou feridas. O herpes é uma causa frequente. A sífilis e outras infecções também podem dar ferida.1
- Verrugas. Quase sempre são causadas por tipos de HPV de baixo risco para câncer.1
- Ardência ao urinar. Pode acompanhar uma uretrite, mas também pode ser infecção urinária ou outra causa.1
Por que muitas ISTs não dão sintomas
Quem não tem sintomas também pode transmitir. Mais de 90% das infecções de garganta por gonorreia ficam sem sintomas.1 Muitas pessoas com o vírus do herpes nunca terão uma crise, e o HPV costuma não dar nenhum sinal.1
O tempo entre o contato e os primeiros sintomas muda de uma infecção para outra.1 Isso ajuda a entender por que nem sempre dá para saber quando e de quem a infecção veio.

Sexo oral
Os germes das uretrites passam por sexo oral.1 A gonorreia pode infectar a garganta, em geral sem sintomas.1 O HSV-1, mais ligado às lesões da boca, causa cada vez mais herpes genital.2 O protocolo brasileiro inclui barreiras de látex entre as medidas de proteção no sexo oral-anal.1
Testes
O exame acompanha a prática sexual. Na clamídia e na gonorreia, a coleta pode ser de urina, de secreção genital, do ânus ou da garganta.1 O protocolo define a frequência dos testes conforme a idade e a exposição de cada pessoa, e pede novos testes no momento do diagnóstico de uma IST.1
Quem recebe o diagnóstico de uma IST deve ser testado para outras, porque uma infecção não exclui a outra.1
Prevenção
O preservativo é uma estratégia fundamental, mas tem limitações, e o protocolo brasileiro recomenda somar outras medidas.1
- usar preservativo
- vacinar contra HPV e hepatites A e B, quando indicado
- fazer testes com regularidade
- tratar a parceria junto
Fonte da lista: protocolo brasileiro.1
A parceria
Para interromper a transmissão, as parcerias precisam ser avaliadas e tratadas.1 Se só uma pessoa trata, a infecção pode voltar para ela na próxima relação.1
O protocolo prevê essa comunicação com confidencialidade.1 A presença de uma IST pode trazer insegurança à relação.1 A consulta também é o lugar para tirar essas dúvidas.
Por onde começar
Quando procurar o urologista
- Se sair corrimento pela uretra
- Se aparecerem feridas, bolhas ou verrugas nos genitais
- Se a parceria tiver diagnóstico de IST
- Se tiver uma exposição e quiser orientação sobre exames
Perguntas frequentes
Quais são os sintomas de IST no homem?+
Corrimento pela uretra, ardência ao urinar, bolhas ou feridas nos genitais e verrugas são os mais comuns.1 Muitas infecções, porém, não dão sintomas.1
Posso ter uma IST sem sintomas?+
Pode. As infecções de garganta e de reto por gonorreia, por exemplo, em geral não dão sintomas, e o HPV costuma ser silencioso.1
Sexo oral transmite IST?+
Transmite. Os germes das uretrites passam por sexo oral, a gonorreia pode infectar a garganta e o HSV-1 da boca pode causar herpes genital.1,2
Quanto tempo depois da relação aparecem os sintomas?+
Depende da infecção. Na gonorreia, de 2 a 5 dias; no herpes, em média 6 dias; na clamídia, de 14 a 21 dias; no HPV, de meses a anos.1
Quais exames devo fazer depois de uma relação de risco?+
Depende da exposição, da prática sexual e do tempo decorrido. A coleta de clamídia e gonococo, por exemplo, é feita de acordo com a prática sexual.1 A consulta define o que pedir e quando.
Camisinha protege de todas as ISTs?+
Ela é uma estratégia fundamental, mas tem limitações, e o protocolo brasileiro recomenda somar outras medidas, como as vacinas e os testes regulares.1 No herpes, por exemplo, ela reduz a transmissão, mas não a elimina.2
Preciso contar para a parceria?+
Sim, porque as parcerias precisam ser avaliadas e tratadas para interromper a transmissão. O protocolo brasileiro trata essa comunicação com confidencialidade.1
Referências
- Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Brasília: Ministério da Saúde; 2022. Ministério da Saúde
- Workowski KA, Bachmann LH, Chan PA, et al. Sexually Transmitted Infections Treatment Guidelines, 2021. MMWR Recomm Rep. 2021;70(4):1-187. Capítulo de herpes. CDC
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