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Próstata aumentada (HPB)

O que é, como é a avaliação e quais são as opções de tratamento.

Dr. Petronio Melo, urologistaCRM-SP 157.598 · RQE 70.275
Revisado pelo Dr. Petronio Melo em 06/11/2026
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Dr. Petronio Melo em cirurgia de próstata a laser, com a fibra de luz verde sobre o campo cirúrgico
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Resposta rápida

A próstata aumentada, ou hiperplasia prostática benigna (HPB), é um crescimento benigno da glândula. Ela pode dificultar a saída da urina e causar jato fraco, urgência e idas ao banheiro à noite. O tratamento pode ser acompanhar, usar remédios ou operar. A escolha depende do incômodo, do tamanho da próstata e do que pesa mais para você.2

Por onde começar

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Sintomas e tratamento

Cirurgias

O que é

A próstata fica logo abaixo da bexiga e envolve a uretra, o canal por onde a urina sai. Com a idade, ela pode crescer e estreitar essa passagem.

Os sintomas urinários são comuns. Em um estudo com 5.184 brasileiros com 40 anos ou mais, 21% dos homens tinham sintomas moderados ou graves.3 Parte desses sintomas tem outras causas, e por isso a avaliação vem antes do tratamento.1

Animação esquemática: a próstata cresce, aperta a uretra e a bexiga passa a fazer mais força.

Como é a avaliação

  1. ConversaVemos o que incomoda, as doenças e os remédios, com um questionário de sintomas.1
  2. Exame físicoInclui o toque retal, que avalia a próstata.1
  3. Exames de laboratórioExame de urina, e PSA quando o resultado pode mudar a conduta.1
  4. Fluxo e ultrassomMedem o jato, a urina que sobra na bexiga e o tamanho da próstata.1

Os detalhes estão em sintomas urinários da próstata.

Opções de tratamento

SituaçãoO que orienta a diretriz europeia
Sintomas leves ou moderados, com pouco incômodoAcompanhamento e orientação sobre hábitos2
Sintomas moderados ou gravesRemédios, escolhidos pelo tipo de sintoma2
Risco maior de piora, como próstata acima de 40 gRemédio que reduz a próstata, sozinho ou combinado2
Complicações, ou alívio insuficiente com hábitos e remédiosCirurgia2

Em um estudo citado pela diretriz europeia, 79% dos homens acompanhados sem tratamento seguiam estáveis em cinco anos.2

Entre as cirurgias, avaliamos com você HoLEP, Greenlight, EchoLaser, Rezum, RTU e prostatectomia simples robótica, além de técnicas como Urolift, iTind, Optilume e Aquablation. A diretriz americana de 2026 destaca o equilíbrio entre eficácia, durabilidade e efeitos de cada procedimento, com a decisão tomada junto com o paciente.4

Como eu conduzo

Na minha prática, eu começo pelo que mais incomoda e pelo que o paciente quer preservar. Tenho experiência em todas as técnicas atuais para próstata aumentada, com mais de 500 cirurgias com Greenlight, mais de 100 Rezum e ampla experiência em HoLEP. Isso me permite indicar a opção que melhor se ajusta à sua próstata e às suas prioridades.

Quando procurar o urologista

  • Se o jato enfraquecer ou se levantar à noite para urinar passar a incomodar
  • Se aparecer sangue na urina
  • Se tiver infecções urinárias de repetição
  • Se não conseguir urinar, com contato no mesmo dia

Perguntas frequentes

Próstata aumentada é câncer?

Não. A hiperplasia é um crescimento benigno. As duas doenças podem existir ao mesmo tempo, e por isso a avaliação pode incluir o toque e o PSA.1

Toda próstata aumentada precisa de tratamento?

Não. Quem tem sintomas leves ou moderados e pouco incômodo pode ser acompanhado, com orientação sobre hábitos.2

Vou precisar operar?

Nem sempre. A cirurgia entra quando há complicações ou quando os hábitos e os remédios não aliviam o suficiente.2

Qual é a melhor cirurgia para a próstata aumentada?

Depende do seu caso. O tamanho da próstata, as outras doenças, a anestesia e o que você quer preservar mudam a escolha.2

O tamanho da próstata muda o tratamento?

Sim. Acima de 40 g, a diretriz europeia considera maior o risco de piora e inclui remédios que reduzem a próstata. O tamanho também pesa na escolha da cirurgia.2

Referências

  1. EAU Guidelines on the Management of Non-neurogenic Male LUTS. European Association of Urology; 2026. Capítulo de avaliação diagnóstica. EAU
  2. EAU Guidelines on the Management of Non-neurogenic Male LUTS. European Association of Urology; 2026. Capítulo de tratamento. EAU
  3. Soler R, Gomes CM, Averbeck MA, et al. The prevalence of lower urinary tract symptoms (LUTS) in Brazil: Results from the epidemiology of LUTS (Brazil LUTS) study. Neurourol Urodyn. 2018;37(4):1356-1364. PubMed
  4. Goueli R, Badlani GH, Welliver C, et al. Management of Lower Urinary Tract Symptoms Attributed to Benign Prostatic Hyperplasia: AUA Guideline (2026) Part III: Procedural/Surgical Management. J Urol. 2026;216(2):161-170. PubMed

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